“ We can
make the world stop”.
Os fones de ouvido ecoando, ondas reverberando
dentro de sua cabeça. Algo que ia além das batidas, da voz equalizada e
distorcida. Algo que significava tanto sem muito dizer. Trespassava-a como uma
lança de ponta de aço. Devorando seu ser.
Tentou uma, duas, três vezes trocar a trilha sonora. Pela septuagésima
vez, em vão. Era como se os versos tivessem se tornado um só com a sua alma.
Grudado em baixo da pele, de tal modo que tudo nela formigava e esquentava toda vez que a musica repetia.
Como um mantra. Acalmava-lhe, trazia uma certa paz. "Tudo falso" pensou, "tudo mentira". Ainda assim, esperança estupida ou não; “We can
make the world stop”.
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