Não tenho salvação, ela gritou para si mesma.
-Estou perdida, entregue a perdição! - Tornou a gritar afoita. - Não sei dos outros, quem dirá de mim.
Ele só a observou, rindo, em total admiração.
-Estou as voltas com dores alheias. Que faço então? - Tornou ela, eufórica.
Ele só esperou, esperou seu animo baixar, a poeira sentar, o sorriso a ela voltar.
-Deixe de asneiras menina. - Ele bocejou. - Se está mesmo tão perdida então deixe-se vagar, uma hora você se encontra.
Ela lhe encarou, com olhos vítreos, lábios apertados.
-Pare de parafrasear poetas.
-Ah então você conhece esse versejar. - Ele disse e estalou a língua.
-Idiota. Idiota. - berrava enquanto batia no peito dele. -Fica me olhando dai de cima como se fosse melhor do que eu.
-Não sou melhor do que você. - Sorriu e acendeu um cigarro. - Só estou sendo seu porto seguro quando precisa.
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